Blog do Abilio Diniz

Arquivo : outubro 2015

Massacre na Vila Belmiro
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Abilio Diniz

Até admiro a coragem do Doriva. Precisando vencer por três gols de diferença, armou um time que, no papel, poderia parecer adequado para esse jogo.

Mas parou por aí; sobrou coragem e faltou competência. De novo, o mesmo de sempre dos últimos jogos. Os jogadores começaram a partida completamente perdidos em campo, sem iniciativa, assistindo o Santos jogar.

E aí começaram as falhas individuais e os erros de marcação em uma defesa com jogadores fracos e mal posicionados. Tomar três gols ainda no primeiro tempo foi pouco, saiu barato.

Será que o treinador do São Paulo não percebeu a forma do Santos atuar? Não dá para jogar assim, principalmente contra um adversário como este.

As coisas só não pioraram no segundo tempo porque claramente o Santos tirou o pé. O gol de Michel Bastos em nada alterou o panorama da partida e o domínio absoluto do time de Dorival Jr.

O placar agregado de 6 a 2 nos dois jogos refletiu exatamente a diferença técnica e de organização tática entre as duas equipes.

É preciso reconhecer o mérito do time do Santos. A equipe vive grande momento. Joga um futebol bonito, alegre e extremamente competente.

Mas é preciso também olhar para dentro do São Paulo e perceber que há muitas falhas. Há a necessidade de reconhecer que o time precisa melhorar em todos os aspectos se ainda quiser sonhar com a vaga para a Libertadores.


São Paulo sobrevive no Brasileirão
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Abilio Diniz

Após a derrota para o Santos, na última quarta-feira, o São Paulo está moribundo na Copa do Brasil, mas ainda sobrevive no Campeonato Brasileiro, com chances de terminar no G4 e disputar a Libertadores em 2016.

Hoje, contra o Coritiba, que é muito fraco e mostrou porque é forte candidato a ser rebaixado, o São Paulo jogou mal, apesar do domínio e da maior posse de bola. Mesmo assim ganhou, naquela que foi a primeira vitória do técnico Doriva.

O São Paulo está mal escalado e mal posicionado em campo, sem esquema tático definido, sem criatividade e com uma defesa que é realmente um “teste para cardíacos”.

É lamentável, porque o elenco do São Paulo, apesar do desmanche feito na desastrosa administração anterior, ainda é um bom elenco se comparado com a média dos times brasileiros.

Se é assim, por que está jogando tão mal? Por que perdeu do Fluminense, empatou com o Vasco em casa e foi derrotado de forma contundente pelo Santos em pleno Morumbi? É fácil entender, até já falei isto aqui neste blog após o empate contra o Vasco.

O time do São Paulo estava se acostumando a jogar um futebol moderno, com jogadas ensaiadas, transição rápida da defesa para o ataque, criatividade e sobretudo, muita agressividade. De repente muda o técnico e muda tudo. A ordem é ficar atrás, defender a qualquer custo e só sair para o ataque numa boa.

Hoje o São Paulo é um time altamente previsível, sem criatividade e que vive às custas do talento individual de alguns jogadores. Basta ver os dois golaços feitos hoje. No primeiro um passe magistral de Ganso para finalização certeira de Alan Kardec e no segundo, uma maravilhosa troca de passes entre Ganso e Pato, culminando com um chute colocado e matador de Alexandre Pato.

Agora, o São Paulo volta a enfrentar o Santos na próxima quarta-feira precisando marcar três gols para sobreviver na Copa do Brasil. É preciso um milagre? Sem dúvida.

A menos que o técnico são-paulino recebesse uma inspiração divina, deixasse a retranca de lado e tivesse coragem de montar um esquema moderno, ousado e agressivo e tentasse fazer aquilo que não conseguiu no primeiro jogo, isto é enfrentar o Santos de igual para igual.

Por que não? Qual o risco? Já está perdido, pelo menos que seja com dignidade.


São Paulo perde mais uma e se complica na Copa do Brasil
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Abilio Diniz

As coisas continuam feias para o São Paulo. Feias, porém não surpreendentes, infelizmente.

Quem leu meu último post aqui neste espaço, vai se lembrar do que escrevi. Se apresentasse o mesmo futebol das últimas partidas, o São Paulo não superaria o Santos. Dito e feito.

Claro que ainda há um novo jogo na Vila Belmiro, mas a vantagem de 3 a 1 dá amplo favoritismo ao time do técnico Dorival Júnior. Em um campeonato como a Copa do Brasil, tomar três gols jogando dentro de casa é praticamente fatal. Se a missão são-paulina já era difícil, imagina agora…

No primeiro tempo, os jogadores do São Paulo ainda tentaram alguma coisa, mais na base do esforço individual. Foram algumas chances criadas e apenas o gol solitário de Pato. Acabou sendo muito pouco para segurar o Santos, que matou o jogo logo no início do segundo tempo com os dois gols em menos de cinco minutos.

Depois disso o que se viu foram novas tentativas isoladas dos atacantes são-paulinos. A somatória de um esquema tático ruim, previsível, medroso e sem criatividade, com a pontaria descalibrada dos jogadores não poderia dar em outra coisa.

O que me preocupa muito é que parece que o São Paulo não consegue ter forças para reagir. Esse é o pior dos sintomas.

O momento pede reação. Ainda há chances, principalmente no Campeonato Brasileiro. A briga pela vaga à Libertadores está aberta. Mas haverá forças para isso?


Mais uma vez, São Paulo tropeça nas próprias pernas
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Abilio Diniz

 

O São Paulo empatou com o Vasco em pleno Morumbi e perdeu dois pontos preciosos na luta pelo G4. O time repetiu o mesmo desempenho medíocre que teve contra o Fluminense, no Rio de Janeiro, no meio da semana.

No Rio, o São Paulo só começou a jogar quando tomou o segundo gol. E aí não adiantava mais segurar o time atrás à espera de uma bola matadora que pudesse definir o jogo.

Curiosamente, mas não por acaso, hoje o São Paulo jogou muito melhor no começo do segundo tempo, com um homem a menos, do que com o time completo. E não adianta culpar o juiz pela marcação do pênalti inexistente e pela expulsão de Matheus Reis. Isso seria varrer os erros para debaixo do tapete.

Olhando para o primeiro tempo, com 11 jogadores, o São Paulo jogou muito mal. Estava posicionado incorretamente em campo, sem criatividade, marcando errado e, além de tudo, com uma lentidão irritante.

No aspecto tático, o São Paulo nestes dois jogos foi muito mal com seu novo treinador. Mas não devemos culpar Doriva, um técnico jovem e que provavelmente terá um belo futuro. Temos que culpar quem o contratou.

Não é possível imaginar que um time que estava se acostumando com o futebol agressivo e por vezes até irresponsável de Juan Carlos Osório, fosse, de repente, se adaptar ao futebol extremamente contido e conservador de Doriva.

Além do aspecto tático, está faltando ao São Paulo, vibração, alegria, determinação e garra para enfrentar os desafios. O G4 está ficando cada vez mais difícil. Resta ainda a Copa do Brasil.

Na minha opinião, a chance de superar o Santos com este esquema tático e com este futebol são pequenas, mas o futebol é bonito e sempre repleto de surpresas.

Vamos torcer para chegarmos à final e também para que a nova diretoria consiga trazer esperança para os são-paulinos.

 


Hora de unir o São Paulo e sonhar grande
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Abilio Diniz

Sou um sonhador e gosto de sonhos grandes. Eles são mais divertidos que os pequenos. Gosto de sonhar com um mundo melhor, com menos desigualdade e mais fraternidade, com mais saúde e menos doenças, mais alegria e menos tristeza.

O meu sonho grande em relação ao nosso querido São Paulo é que ele seja um exemplo no futebol brasileiro e mundial, dentro e fora do campo.

Acompanhei de muito perto os desdobramentos da crise de gestão que levou à histórica renúncia do presidente Carlos Miguel Aidar.

Quem acompanha este blog sabe como ataquei o que tinha de atacar e apoiei o que achei merecedor do meu apoio, inclusive a renúncia. Ela foi o caminho mais rápido para o clube começar a resolver os seus graves problemas.

Não tenho atuação nem ambição política no SPFC. Meu envolvimento é movido pela paixão. E pelo desejo de resgatar o clube dessa situação crítica. E isso nós só conseguiremos com uma gestão profissional, que possa trabalhar com urgência, eficiência e estabilidade.

Este não é o momento de estimular brigas e acertos de contas. Este é o momento de unir o São Paulo em torno de soluções.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, como presidente do Conselho Deliberativo, órgão máximo do clube, merece o nosso apoio agora na presidência do SPFC. Ele precisa de paz para conduzir as eleições de forma ordenada e construtiva. Devem prevalecer as propostas e os interesses do clube, não os interesses de pessoas ou grupos.

E mais do que as questões políticas, o grande desafio do Leco é a gestão financeira. Venho alertando sobre isso há meses, e a situação só se agravou. Ele está recebendo o clube praticamente sem caixa e ainda precisa reestruturar a administração.

Tenho confiança que Leco tem a capacidade de fazer o que é preciso. E sigo disposto a ajudar com minha experiência de gestão.

Minha oferta para financiar a contratação de uma grande empresa de auditoria segue de pé, pois o primeiro passo para corrigir a gestão de qualquer organização é conhecer de forma clara e precisa a sua situação.

Em meio a tantas dificuldades, é possível ver sinais positivos. A renúncia é um deles, assim como a possibilidade de termos uma gestão profissional, democrática e participativa no São Paulo, que evite novos e velhos erros.

As prisões de dirigentes da FIFA e da CBF mostram que vivemos momento propício para combater os males que afligem o futebol há décadas. Esse movimento deve continuar. Se for bem-sucedido, vai estimular ainda mais o mundo empresarial a participar da gestão do esporte no Brasil e no mundo.

O meu sonho grande é que o São Paulo seja um dos baluartes dessa evolução do futebol. Que a nova fase que se inicia no Morumbi seja o começo dessa caminhada. É hora de unir os são-paulinos para podermos, juntos, sonhar (e realizar) um sonho grande.


Boa vitória do São Paulo
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Abilio Diniz

O São Paulo jogou bem neste sábado na vitória contra o Atlético-PR por 1 a 0. O time tricolor se impôs e praticamente não deu chances ao adversário durante toda a partida.

O técnico Osório montou o time com as poucas opções que tinha. O elenco já é pequeno e ele vem sofrendo com um número muito grande de jogadores contundidos.

Mesmo assim Osório armou bem a equipe, que novamente jogou de forma ofensiva e criou muitas opções de gol, mesmo fazendo apenas um.

Para mim, o grande destaque mais uma vez foi Thiago Mendes. O meio campista tricolor tem sido há vários jogos o melhor em campo e nesta partida não foi diferente; jogou muito mais uma vez, ao contrário de Ganso e Pato que estiveram no Morumbi “a passeio”.

Os dois foram irritantes. Ainda se não soubessem jogar futebol, até que poderíamos aceitar; mas dois craques, com tanta qualidade, não podem se mostrar tão desinteressados como na noite deste sábado.

Mesmo assim, o desempenho geral do time agradou. Bom resultado para o São Paulo, que entrou provisoriamente no G4.


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