Blog do Abilio Diniz

Arquivo : abril 2015

A partida só acaba quando termina
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Abilio Diniz

A luta pela reformulação do futebol brasileiro segue dura e aguerrida. Como era previsto, a CBF, as federações estaduais e dirigentes de futebol já começaram movimentação intensa no Congresso e na mídia para convencer parlamentares e a opinião pública de que o futebol brasileiro não precisa de uma reformulação radical em sua gestão como prevista na Medida Provisória (MP) encaminhada pelo governo e que deve ser votada por deputados e senadores nos próximos meses.

 Num país democrático e com instituições fortes como o Brasil, o debate é muito bem-vindo e necessário. Aliás, ele já começou com a elaboração da MP, quando o governo ouviu dirigentes, atletas e outros especialistas.

A MP estabelece que os clubes terão de melhorar sua gestão para refinanciar dívidas milionárias com a União. Em troca de generosas condições de quitação de dívida, a MP exige medidas básicas de boa gestão, como publicação de demonstrações contábeis auditadas por empresa independente; manter em dia obrigações tributárias, previdenciárias, trabalhistas, contratuais e de direito de imagem; zerar os déficits até 2021; diversificar gastos para outros esportes; responsabilizar judicialmente dirigentes por má gestão; criar um órgão para fiscalizar o cumprimento da lei e aplicar punições.

 A responsabilidade fiscal (o equilíbrio mínimo entre despesas e receitas) é uma necessidade básica nas nossas casas, nas nossas empresas, no nosso país.

 Mas não é o que ocorre nos nossos clubes de futebol, que contratam jogadores e técnicos com salários altíssimos sem ter depois como pagar, que deixam de quitar obrigações tributárias e previdenciárias, que elegem e reelegem dirigentes sem capacidade de gestão, protegidos pela impunidade.

 A CBF alega que a MP é inconstitucional por ferir o direito de autonomia das entidades esportivas ao estabelecer regras para reformar nosso futebol.

 Caberá agora aos parlamentares, assessorados por juristas e associações do setor, o dever de consolidar a reforma já tardia do esporte. Não podemos desperdiçar o ímpeto reformista criado depois do fracasso na Copa.

 Caímos diante da Alemanha, a nova pátria do futebol, que realizou uma das reformas mais bem sucedidas no esporte na década passada. Os clubes alemães também tinham problemas de gestão financeira e técnica, mas, com disciplina, inteligência e pressão do governo e da sociedade, acertaram suas contas e sua gestão. Pouco depois, fizeram final alemã da Liga dos Campeões e ganharam a Copa do Mundo no Brasil com show de bola e organização.

 Enfraquecido por dívidas milionárias com a União, o país tem a oportunidade, o dever e o direito de exigir dos clubes uma boa gestão dessa grande paixão nacional.

 É parte da democracia que diferentes grupos pressionem seus representantes eleitos na elaboração das leis do país. O grupo que está no poder há décadas no futebol, liderado pela CBF, já está trabalhando a todo o vapor contra a modernização do esporte. É o momento de nós, os apaixonados pelo futebol, também fazermos nossa pressão, capitaneados pelos atletas do Bom Senso Futebol Clube.

 A MP foi um belo gol de quem quer modernizar o futebol. Mas, como dizia um velho filósofo da bola, a partida só acaba quando termina.


Um São Paulo diferente
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Abilio Diniz

O São Paulo entrou em campo completamente diferente das outras partidas disputadas este ano. Desde os primeiros momentos, assumiu uma nova postura. Demonstrou confiança e partiu para cima do adversário. Marcou com pressão, correu, atacou e defendeu de forma compacta. Em outras palavras, fez aquilo que se esperava há muito tempo: jogou pelas laterais e procurou chegar à linha de fundo para cruzar. Enfim, um São Paulo não só em evoluçao técnica e tática, mas guerreiro, lutador e corajoso.

Todo o time lutou pra valer, inclusive Ganso, Luis Fabiano e Souza e o resultado também foi completamente diferente. Com essa determinação, o São Paulo venceu não só o primeiro clássico neste ano, mas também o jogo que lhe dá o direito de continuar na Libertadores. Claro que a expulsão de Emerson Sheik facilitou as coisas, mas é importante notar que até aquele momento,  o SPFC já era muito superior ao Corinthians.

Milton Cruz continuou com suas convicções e colocou novamente 3 volantes. Mas contra o Corinthians parece que o time todo entendeu o que isto significa. O entrosamento que faltou nas partidas anteriores apareceu. Hudson, Michel Bastos e Ganso se revezavam na tarefa de encostar em Luis Fabiano e se tornarem atacantes como ele. Os avanços dos laterais Bruno e Reinaldo encontravam sempre um companheiro próximo para tabelar.

Enfim,  um São Paulo completamente diferente, assimilando bem o novo modelo de jogar imposto por Milton Cruz, desde que assumiu. Se este jogoservir de base,  os são-paulinos têm razão para ficarem esperançosos.

Parabéns Milton Cruz, você agora tem algum tempo para treinar o time de acordo com sua convicção de qual a tática mais adequada para dar ao São Paulo um futebol moderno e vencedor.

 


SPFC na Libertadores: a sorte está lançada
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Abilio Diniz

Após tantas rodadas sem expressão, o campeonato paulista finalmente caminha para seu encerramento. No primeiro jogo da semifinal, Corinthians e Palmeiras pelo menos fizeram um grande jogo que valeu a pena assistir e, nos pênaltis, o alviverde levou a melhor.

Já no segundo clássico de hoje, os são-paulinos esperavam um elenco mais determinado, que pudesse fazer do jogo uma boa oportunidade para alavancar um ritmo ofensivo para o jogo de quarta-feira, que realmente importa. Mas não foi o que aconteceu.

Até que o SPFC não jogou tão mal no começo. Teve boas oportunidades para marcar, mas faltou categoria aos atacantes para definir as jogadas.

Categoria que faltou também à defesa, que ficou assistindo Geuvânio avançar do meio do campo e fuzilar Rogério Ceni.

Milton Cruz mexeu no intervalo e colocou Luiz Fabiano no lugar de Paulo Miranda passando Hudson para lateral direita, abrindo mão de três homens no meio do campo. Não mudou muita coisa. Pato perdeu um gol incrível e ninguém fez mais muita coisa. O Santos ficou esperando o erro do São Paulo para matar o jogo.

Ao SPFC, Falta categoria e falta garra. Além disso, falta confiança principalmente quando as coisas correm mal. Aí tudo fica pior.
Luiz Fabiano ainda fez um gol e o tricolor deu sufoco no final do jogo, mas já era tarde e não foi possível evitar a derrota.

Para o São Paulo acabou este enfadonho campeonato. Agora vem o jogo que define tudo. O jogo com o Corinthians e o que vai acontecer com o SPFC nesta fase tão triste. A sorte está lançada.


Quando o momento é difícil, o sofrimento aumenta
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Abilio Diniz

Os são-paulinos ficaram aliviados com a vitória sofrida frente ao Danúbio, no Uruguai. Com três pontos à frente do San Lorenzo, além da diferença de três gols de saldo, esta posição dava ao São Paulo uma vantagem confortável apesar de ter um jogo a mais que seu adversário direto pela segunda vaga do grupo e a quase certeza de continuar na Libertadores.

Tudo isso porque ninguém poderia imaginar que o Corinthians não fosse capaz de vencer o San Lorenzo no Itaquerão. Mas, para aumentar o sofrimento dos são-paulinos, foi isso mesmo que aconteceu. O empate de zero a zero obriga o SP a ter que vencer o Corinthians no Morumbi dia 22, último jogo desta fase de grupo.

Impossível? Não, não é impossível! Mas o São Paulo vai ter que jogar um futebol que ainda não jogou este ano. E pode jogar!

O São Paulo está muito longe de ter um grande elenco, mas também não é tão ruim assim. Se todos seus jogadores resolverem se doar, entenderem que é fundamental para o clube e para eles continuarem na competição e se dispuserem a ganhar todas as divididas, marcar com pressão, correr como nunca, se antecipar aos adversários, enfim, fazer tudo aquilo que o futebol moderno exige, tenho certeza que o São Paulo terá grande chance de bater o Corinthians.

Milton Cruz, como já tenho dito aqui, tem procurado fazer algo diferente com os elementos que tem em mãos: tem poucas opções e tem um time de jogadores assustados, sem confiança e talvez até desmotivados. Jogadores que estão inseguros e antes de procurar acertar, priorizam não errar. Por isso, se livram da bola o mais rápido possível, tocando de lado ou dando chutões – jeito mais fácil de não se comprometerem.

Milton está armando o time no 4, 5 , 1, para mim, um esquema ao mesmo tempo ousado e eficiente. Ele não tem uma defesa de confiança e nem grandes atacantes. Com mais gente no meio do campo, pode marcar melhor e, teoricamente, chegar na área adversária com mais gente. Para isso, é preciso que o time defenda em bloco e suba ao ataque em grande velocidade e de forma compacta.

Com cinco homens capazes no meio campo, Denilson, Wesley, Hudson, Ganso e Michel Bastos e com Pato mais avançado, este esquema tático pode funcionar muito bem.

É preciso apenas que os jogadores resolvam ter atitude e correr o que não correram até agora.

Espero que Milton Cruz não desanime, que mantenha esse esquema inclusive no jogo deste domingo contra o Santos, que será um bom teste.


Para seguir adiante
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Abilio Diniz

Corinthians e San Lorenzo fizeram ontem uma partida equilibrada. Cada um correndo atrás de um bom resultado para garantir a classificação e o resultado foi o empate em 0 a 0.

O alvinegro fez sua parte. Talvez a falta de Guerrero em campo tenha sido determinante para um Corinthians menos agressivo. Mas nada que tire o mérito de Tite e da equipe que, com maturidade, soube sentir o momento de se fechar mais para evitar que o time argentino marcasse e saísse com a vitória. O Corinthians fez o que era necessário e garantiu sua classificação.

Como são-paulino, me preocupo menos com o último jogo desta fase da Libertadores do que com os problemas internos que o SPFC precisa resolver, se pretende avançar na competição. As duas últimas atuações do Corinthians apresentaram oscilações de seu elenco, o que pode ser bem aproveitado pelo São Paulo na próxima quarta-feira. Além disso, Milton Cruz tem conseguido tirar o melhor que pode do elenco.

É verdade que o setor defensivo do São Paulo apresenta recorrentes falhas, muitas delas grotescas. O meio campo continua dependendo de atuações inspiradas de Paulo Henrique Ganso e o time ainda precisa se articular com velocidade. Mas, no geral, a renovada nos ânimos do elenco pode influenciar. Além disso, temos um cenário favorável: jogaremos em casa, com o apoio da torcida – que precisa comparecer ao Morumbi.

Entretanto, mais importante que tudo isso, o São Paulo não pode entrar em campo pensando que, dependendo da atuação do San Lorenzo, pode se classificar com um empate. É preciso entrar com garra e sede de vitória. Nenhum outro resultado interessa.


São Paulo segue vivo na Libertadores
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Abilio Diniz

Sob pressão, o São Paulo enfrentou o Danúbio com um elenco tenso e sem confiança, mas que lutou até o fim e mereceu a vitória.

É inacreditável. Quando a fase é ruim, tudo acontece. Rogério Ceni tomou um gol incrível. Está certo que o vento atrapalhou, mas um goleiro da sua categoria não pode tomar uma bola destas. Se o jogo já estava tenso, a situação ficou mais complicada depois do gol do Danúbio.

Milton Cruz está tentando fazer algo diferente  para sair da mesmice. Fez um meio campo forte e colocou apenas Pato de atacante, até porque não tinha opções. Luiz Fabiano que entrou no segundo tempo está completamente sem condições físicas e sem ritmo de jogo. Além dele só Centurión, que entrando no final, acabou fazendo o gol da vitória.

Mas, neste momento, o problema do SPFC não é o técnico e nem o esquema tático. O verdadeiro problema é que o elenco é fraco e desbalanceado. Faltam jogadores para o ataque. Além disso, as pressões que o elenco tem sofrido e a má fase deixam o time completamente sem confiança.

O resultado não poderia ser outro: passes errados e chutões para todo o lado, sem consciência, na tentativa de se livrar da bola e da responsabilidade.

Levando em consideração tudo isso, foi um grande resultado. Aos trancos e barrancos, o São Paulo continua na Libertadores e é semi finalista do campeonato paulista. O time vem de três vitórias consecutivas. Isso pode dar confiança e fazer com que os jogadores se acalmem. Se acontecer, pode ser que os são-paulinos venham a ter mais alegria.


São Paulo sob nova direção
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Abilio Diniz

Nova vitória do São Paulo por 3 a 0. Novamente, bom trabalho de Milton Cruz, que está conseguindo fazer com que os jogadores corram e lutem mais. Até aqui, já é um bom começo. Fazer com que joguem bem é outra conversa.

A ideia que o SPFC tem um time maravilhoso é errada e é coisa de cartola que pouco entende de futebol. O elenco é limitado e é preciso muita competência para se criar um conjunto de qualidade. O Milton está tentando e, embora fique dizendo que não quer ser técnico,  precisa do apoio da torcida e de dirigentes. Neste momento ele é a salvação da lavoura.

Ontem contra o Red Bull Brasil, jogou um primeiro tempo fraquíssimo. A defesa voltou a apresentar o show de horrores costumeiro. Felizmente para o São Paulo, a qualidade dos atacantes adversários também era muito fraca e, mais uma vez, o velho Rogério Ceni fez a diferença. Primeiro com duas grandes defesas e depois fazendo o gol que abriria a porta para a vitória.

No segundo tempo as coisas mudaram. Milton conseguiu fazer com que Ganso finalmente se decidisse jogar adiantado, próximo de Pato. Com isso, deu o passe para o segundo gol e fez, ele mesmo, o terceiro.

Agora vem o jogo mais importante de todos, contra o Danúbio lá no Uruguai. Acredito no trabalho do Milton , ele sabe que não é importante o número de atacantes, volantes ou homens de defesa. O importante é que o time seja compacto, ataque e defenda em bloco. Que todos defendam e sejam capazes de chegar na área e fazer gol. Que sejam capazes de jogar pelas laterais e consigam chegar à linha de fundo para cruzar.

Acredito que este São Paulo vai dar mais atenção ao aspecto tático, vai ensaiar jogadas e vai tentar ser menos previsível. Os  são-paulinos devem torcer e ter esperança de momentos melhores. Que venham os uruguaios.


Bom começo
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Abilio Diniz

Apesar de não ter feito um grande jogo, o São Paulo mudou. E mudou para melhor. Faltou um pouco de qualidade, mas não faltou vontade. Sob o comando de Milton Cruz, o time renasceu. Correu e vibrou como não fazia há tempos. Marcou firme e agrediu bem mais.

É verdade que o time da Portuguesa é muito fraco, mas o São Paulo fez sua parte. Ainda falta muito, é preciso jogar mais pelas laterais e chegar mais vezes à linha de fundo. Mas, pelo menos, deu para ver que havia orientação para isso.

Acredito no trabalho do Milton Cruz. Ele conhece muito bem o elenco, é respeitado pelos jogadores e sempre deu muita atenção ao lado tático para armar o time nas vezes que foi chamado.

Mesmo que seja só um interino, precisa ser apoiado pelos dirigentes e pelos torcedores. O São Paulo terá agora jogos decisivos. É importante que jogadores e comissão técnica estejam tranquilos.

Se isto acontecer, é possível que os são-paulinos ainda venham a ter muitas alegrias a curto prazo.


O melhor possível
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Abilio Diniz

O São Paulo e Muricy Ramalho chegaram, esta tarde, a um entendimento para a saída do treinador. Foi o melhor que poderia acontecer para o São Paulo e para Muricy neste momento. As coisas vinham dando errado há muito tempo: o São Paulo perdia jogos importantes e agora começou a perder até os irrelevantes.

Muricy é um homem sério, honesto, de caráter e um grande treinador. Em 2013, evitou o rebaixamento do São Paulo e, em 2014, levou o time ao vice-campeonato brasileiro. Enfim, merece o maior respeito por parte dos torcedores são-paulinos e também de seus dirigentes. Do jeito que as coisas estavam parecia muito difícil reverter o clima de desânimo que se abateu nos jogadores. Quando é assim, é preciso mudar.

Parabéns aos dirigentes do São Paulo, principalmente, ao vice-presidente de futebol, Ataíde Guerreiro, que, agindo rápido, encontrou uma maneira de fazer esse afastamento sem traumas e com a consideração que todos merecem.

Esperamos que Muricy cuide de sua saúde e que continue contribuindo para o desenvolvimento do futebol brasileiro. O São Paulo também numa decisão rápida já determinou que Milton Cruz dirigirá o time nos próximos jogos. Decisão correta, pois Milton está acostumado a isso; já foi técnico interino inúmeras vezes e não vai tremer nesta nova situação.

Agora é preciso serenidade e muito trabalho, porque, fora o próximo jogo de quarta-feira contra a Portuguesa, que não vale nada, o São Paulo terá dois jogos dificílimos pela frente, contra o RB Brasil pelo campeonato paulista e no dia 15 de abril contra o Danúbio no Uruguai, onde praticamente definirá a sua permanência na Libertadores.

Acredito que o Milton saberá motivar os jogadores e encontrará um esquema tático que possa restabelecer a confiança do time, trazendo para os jogadores e a comissão técnica a determinação que precisam para vencer esses duros obstáculos.


À espera de milagres
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Abilio Diniz

Não é à toa que critico o formato do Campeonato Paulista. Tão ridículo que mesmo antes de a rodada começar,  o São Paulo já estava classificado para a próxima fase e, além disso, já sabia também quem seria seu adversário. Apesar disso, o time teve mais uma triste atuação. É bom que os torcedores são-paulinos não tenham ilusões. Só por milagre o SPFC será campeão paulista e o que é pior , também só por milagre passará para a próxima fase da Libertadores.

Há tempos que o time não está jogando nada e não se nota nenhuma evolução. E não adianta dizer que começou jogando bem. Hoje o futebol apresentado foi muito pouco para o que se espera do São Paulo – especialmente se pensarmos que em poucos dias o time terá mais um jogo importante pela Libertadores.  Os mesmos erros de sempre, reforçados pela falta de velocidade, falta de qualidade e falta de vontade e espírito de luta. Ao time, falta vontade de vencer a qualquer custo.

Tenho criticado seguidamente neste blog os erros do São Paulo: a defesa marca mal, o meio de campo, à exceção de Denilson, é de uma lentidão irritante. Ganso pode ser um craque, dar alguns passes lindos, mas não pode passear em campo. Com sua lentidão, é facilmente marcado e as jogadas ficam muito previsíveis. Há várias partidas que o time apresenta um jogo irritante, só tenta entrar pelo meio e com toques curtos, que facilitam muito a marcação adversária. Não tem jogada de linha de fundo, qualquer jogador que pegue a bola na lateral corta para o meio, até porque nenhum jogador encosta para tabelar.

Hoje o ataque foi um desastre. Mesmo no primeiro tempo, com Ewandro pela direita, Centurión pela esquerda e Pato pelo meio, como homem de referência na frente. Acontece que, com isso, Pato não pegou na bola, porque seu jogo cresce quando vem de traz com a bola dominada.Triste momento do São Paulo.

Muricy merece todo apoio e carinho por parte de todos os são-paulinos, mas francamente, as coisas estão muito difíceis.